Na quinta-feira (1), o Brasil alcançou um novo marco, o de estar entre as nações que possuem seu próprio satélite para comunicações da área de defesa. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, ao lado de Antonio Loss, presidente da Telebras, recebeu, em Cannes na França, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), que será aplicado a operações exclusivamente do governo federal e por ele será integralmente controlado.

“Esse Satélite está pronto e, quando for lançado em órbita, em 2017, terá a função civil, que é levar a banda larga a todos os brasileiros, acabando, assim, com a exclusão. Na área militar, vai nos assegurar a soberania e impedir que ocorram casos de espionagem. Isso tudo representa um grande salto de inclusão social do Oiapoque ao Chuí, da Cabeça do Cachorro a Fernando de Noronha” Raul Jungmann

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Créditos: Ministério da Defesa

O SGDC é fruto de uma parceria dos ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, e teve investimentos de aproximadamente R$ 2,1 bilhões, ao ser adquirido pela Telebras. Este satélite irá operar na Banda Ka¹ para operações governamentais e também para a implantação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Irá operar também na Banda X², para aplicações exclusivas das forças armadas.

Ao entrar para o seleto grupo de países que operam seu próprio satélite geoestacionário, o Brasil terá sua capacidade operacional das Forças Armadas expandidas pelo SGDC, por exemplo, durante as operações conjuntas nas regiões de fronteira terrestre, no controle do espaço aéreo, ou mesmo em eventuais operações de resgate em alto mar.

“Esse primeiro satélite representa um salto enorme em termos de comunicações de defesa, ampliará a nossa capacidade de forma segura e, por isso, representa um enorme avanço ao País”Raul Jungmann

(1) Banda Ka – faixa do microondas entre 27 e 40 GHz.

(2) Banda X – faixa do microondas entre 8 e 12 GHz.

Fonte : Ministério da Defesa

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