De acordo com Philip Gibbs, do Departamento de Matemática da Universidade da Califórnia, apoiado nos escritos de ficção científica de Isaac Asimov [1], em uma visão romântica da ciência, a velocidade da luz é representada pela letra minúscula c, pois origina-se da primeira letra da palavra velocidade em Latim, celeritas.

Hoje, é possível notar que a determinação da velocidade da luz, está sendo o fruto de muita curiosidade e pesquisa. Foi inicialmente creditada a Ole Rømer (1644-1710), astrônomo dinamarquês que em 1676 (340 anos atrás) demonstrou, no observatório Real em Paris, que a luz possui uma velocidade finita, contrariando a ideia que viajava instantaneamente.

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Durante suas observações de Io, satélite de Júpiter, Ole Rømer percebeu que existia um atraso, que ele comunicou em um congresso científico justificando que seria devido ao fato de que a luz não viajava instantaneamente, mas que possuía uma velocidade, embora finita, muito alta. Rømer apresentou, com base em experimentos e medidas, um valor bem abaixo da velocidade da luz conhecida hoje, entretanto, foi considerada como a primeira determinação científica da velocidade da Luz.

Inclusive hoje (7), o portal de busca Google, está homenageando o trabalho de  Rømer e seu 340° aniversário, com um divertido doodle, ilustração de capa do portal, em que apresenta um lampejo do que poderia ter sido o momento exato da descoberta de que a luz possuía velocidade finita.

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Muitos anos mais tarde, o astrônomo inglês James Bradley (1693-1762), apresentou seu trabalho de cálculo da velocidade da luz, em 1728, cujo valor é ligeiramente menor que o aceito hoje em dia.

Muitos outros cientistas depois de Rømer, trabalharam nesta seara e apresentaram outras aproximações, entretanto o valor de c aceito atualmente é de 299.792 km/s e foi determinado com base nos trabalhos do físico norte-americano  Albert Michelson (1852-1931).


Referências:

[1] Isaac Asimov “C for Celeritas” in “The Magazine of Fantasy and Science Fiction”, Nov-59 (1959), reprinted in “Of Time, Space, and Other Things”, Discus (1975), and “Asimov On Physics”, Doubleday (1976)

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